sábado, julho 25, 2009

Liberdade de Expressão

Este Post serve de parêntesis para algumas reacções que surgiram no Post anterior.
Felizmente nasci numa época em que a liberdade de expressão faz parte de um direito adquirido no pós 25 de Abril de 1974. E em plena consciência desse usufruto, criei o meu espaço, intitulado de Princesa Laranja, onde me é permitido partilhar com todos os leitores um pouco do que se me vai na alma. E porque vivemos numa democracia, aceito e compreendo as diversas reacções que se foram sentindo ao longo de todo o Blog.
Outro direito que foi concedido agora mais recentemente, precisamente "A 11 de Fevereiro de 2007, através de um referendo, os portugueses escolheram legalizar a Interrupção Voluntária de Gravidez (I.V.G.) até às 10 semanas, a pedido da mulher, num estabelecimento de saúde autorizado. Depois da aprovação da lei n.º 16/2007 (de 17 de Abril), em Junho de 2007, a I.V.G. tornou-se legal.
Interromper uma gravidez no Sistema Nacional de Saúde é um direito de todas as mulheres
portuguesas ou estrangeiras residentes em Portugal (Continental e Ilhas)."*
Portanto cabe à mulher a decisão final de interromper ou continuar com a gravidez.
Ao longo da minha vida sempre lutei por direitos de igualdade entre ambos os sexos, e do direito à escolha por parte da mulher/mãe, como também já referi em Post anteriores. No entanto mal tomei conhecimento do meu estado, toda esta informação e sentimentos me questionavam de qual seria o melhor percurso a seguir.
E provavelmente um dos factores que mais influência teve na minha decisão terá sido o Instinto Maternal.
"(...) Muitas mulheres declaram que esse Instinto Maternal, surge logo à nascença mas, outras afirmam que, esse valor só se desenvolve quando a mulher engravida e que atinge o seu auge, na altura que vai dar à luz. O que significa que, se muitas mulheres ainda não têm dentro de si esse instinto, é porque ainda não chegou a sua hora de ser mãe. Nada mais que isso.
O problema é que actualmente existe muita liberdade de opiniões, e não uma verdade una. Antes o centro da vida era a família, mas hoje nem sempre as pessoas têm essa ambição. Ás vezes, tanto a carreira como a família são importantes para o equilíbrio, mas há mesmo quem afirme que com apenas uma das duas, se atinge a estabilidade.
Ser mãe está na base da realização pessoal de uma mulher, pelo menos é a opinião das muitas mães do nosso país. Apercebem-se que estão a contribuir para o desenvolver de um novo ser que depende única e exclusivamente delas, oferecendo-lhes toda a alegria e felicidade que demonstram. Aliás, são cada vez mais as mães solteiras no nosso país, umas por circunstâncias da vida, outras por pura opção pessoal. Esta realidade mostra a emancipação da mulher, que cresce a olhos vistos."
Portanto não foi de forma subliminar, tentar ferir susceptibilidades (até porque as opções já estão tomadas), mas sim de abordar de uma forma diferente um tema polémico na nossa sociedade.

Mais informações:
Instinto Maternal - http://www.abcdobebe.com/a-gravida/instinto-maternal.html
IVG - http://www.medicospelaescolha.pt/wp-content/uploads/folheto_ivg08.pdf
Traduções - http://translate.google.com/translate_t?hl=pt-br#

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